Ubermensch by Debord

Mais Metroid

Publicado em despise for humans por Pedro Henrique em 07/09/2009

Como sempre, ao ser confrontado com esse jogo me vejo totalmente sucetível a ser um daqueles fãs doentes.

Metroid I: colorido, para NES, e preto-e-branco (!!!!) pra GameBoy. Esse eu só tive o prazer de jogar (e virar) em emulador.

Metroid I: colorido, para NES, e preto-e-branco (!!!!) pra GameBoy. Esse eu só tive o prazer de jogar (e virar) em emulador.

Eu adoro a história e o look, principalmente da Samus, desde a primeira vez em que vi a caixa do Metroid II, ainda para NES. Mas só fui ter o prazer de me enfiar num dos mais incríveis mundos de jogos de videogame na época do Super NES mesmo. Com certeza, esse foi o jogo que eu mais joguei naquela época. As revistas especializadas traziam informações incompletas e geralmente falsas, mas mesmo assim consegui finalizar o jogo com 100%. Depois, anos mais tarde, fui virar em 100% no emulador, mas daí com a ajudinha básica dos inúmeros e geralmente variados walkthrough encontrados na rede.

Metroid II: um sucesso ainda no tempinho do NES, logo foi um dos lançamentos mais aclamados para o SNES

Metroid II: um sucesso ainda no tempinho do NES, logo foi um dos lançamentos mais aclamados para o SNES

Mas daí houve um gap. O Nintendo64 acabou não tendo versão do jogo, por diversas razões técnicas, pelo que eu entendi. Foi preciso esperar o GameCube pra recebermos de novo a graça de duas versões: Metroid Prime e Metroid Prime II: Echoes.

Essa capa é muito legal

Essa capa é muito legal

Também existiram outras versões para os portáteis – como GameBoy Advance e o Metroid Fusion – e eu cheguei a jogar algumas, essa até o fim. Agora com o Wii temos a terceira continuação da era Prime, na qual o jogo se tornou ainda mais interessante, adotando a lógica fps.

Agora anda-se falando muito sobre um possível filme da série. No espírito de outros desastres como Resident Evil (que eu até gosto), Doom e Street Fighter ou Mortal Kombat (em todas as suas adaptações), espero francamente que nunca aconteça. Mas, sabe como é? Não seria tão mal, se fosse bem feito. E, novamente, francamente, não seria tão difícil. A história é simples e muito fílmica, pensando bem. Remonta à maior parte dos filmes do gênero (espaço, raças alienígenas que devoram pessoas, etc) e, mais que isso, consolida-se como uma influência (e sendo influenciada) desse imaginário. Os pequenos alienígenas em forma de bolha, com pequenos protuberâncias pontudas, que não devoram, mas sugam, absorvem a energia vital de outras formas de vida, são realmente incríveis. E Samus Aran, com seu canhão na mão direita (relembrando docemente o inocente Mega Man), e sua armadura quase assexuada em laranja e vermelho, é talvez a grande heroína dos  videogames, destruindo hordas de monstros em planetas distantes pelo menos uma década e meia antes de Lara Crofts e Milla Jovovichs da vida.

Que vontade de jogar

Metroid Prime III: Corruption. Muita vontade de saber o que eles mudaram na versão específica para Wii. E quem tá entrando na Nintendo através do fenômeno do Wii ainda pode comprar um pacote com a trilogia Prime.

Metroidzando Nessa Semana Lenta

Publicado em despise for humans por Pedro Henrique em 07/08/2009

Nossa querida amigona Mercedoca teve aí nos últimos dias visitando essa cidade maravilhosa (sarcasmo!) e não tive tempo nem assunto pra postar nos últimos dias.

Prometo, entretanto, uma volta para a temática mais central desse blog que eram, a partir do meu trabalho acadêmico, considerações a respeito do pensamento tecnológico e da nossa sociedade cada vez mais enfiada em tecnologismos.

Samus Aran: é bem legal ver uma heroína feminina num jogo tão assustador, difícil e legal. FC pura. A imamge também é meu fundo de tela atual.

Samus Aran: é bem legal ver uma heroína feminina num jogo tão assustador, difícil e legal. FC pura. A imamge também é meu fundo de tela atual e foi tirada de http://transfuse.deviantart.com/

Eu to na preparação, fazendo meu projeto, pro doutorado e finalizando a primeira parte da minha tentativa de romance de ficção científica.

Então não anda sobrando muito tempo para fazer viagens e amenidades.

No mais? (Como eu dizia antigamente no meu fotolog)

Estamos aí, na batalha. Com todas as coisas que andam acontecendo as leituras acabaram caindo numa marcha lenta e meus momentos de liberdade/madrugada andam sendo dedicados ao meu mais novo amor, o GameCube do meu irmão.

Veio com poucos jogos, mas apenas os melhores. Metroid Prime I e II, Legend of Zelda: Twilight Princess, Super Mario Kart e Super Smash Bros. No momento estou me dedicando a finalizar o Metroid I (no momento me encontro no chefão final, mas pretendo procurar os itens que faltam pra conseguir terminar em 100%) e esperando o Legend of Zelda: Wind Waker que eu comprei e chega entre hoje e amanhã (comecei a jogar o Twilight Princess, mas só pra não ficar viciadão demais naquele Metroid que é foda – foda nível God of War Very Hard).

Férias é um momento de nerdismo, mas como estou há pelo menos três anos enfiado no mais puro nerdismo, entre livros acadêmicos e FC, não é uma mudança tão grande. É bom pra se perceber, ainda num videogame da geração passada, os porques dessa forma de narrativa digital ter assumido o post de mais lucrativa indústria do entretenimento na contemporaneidade. Zelda, por exemplo, mesmo sendo exclusivo para consoles Nintendo, já é um dos mais importantes e mais vendidos jogos de todos os tempos. A cultura da videogame, geralmente tratada com desdém, é, na verdade, um dos índices imaginários mais importantes de nossa era e há aqueles que anunciam o videogame como o anúncio de uma era de convergência entre TV e cinema aonde estes serão mais parecidos com jogos do que com o que entedemos hoje sobre narrativa.

Eu amo videogames e eles fizeram parte da minha inteira, desde o Atari até o desejo lancinante de ter 3 mil reais dando sopa pra comprar um PS3.

Eu virei 100%

Eu virei 100%

Gay Ball’n'Chain ou Church Ball’n'Chain

Publicado em despise for humans por Pedro Henrique em 07/07/2009

Eu tava assistindo o show da Ellen Degeneres e ela comentou a notícia de que a agora ex-governadora Sarah Palin se pronunciou favorável ao banimento federal do casamento gay, ou seja, modificar o cerne da constituição norte-americana para que um grupo específico de pessoas seja considerado, não inferiormente, mas como fundamentalmente diferentes.

Francamente, com o balde de água fria que foi meu post sobre aborto, fiquei um tanto quanto precavido ao falar nesse assunto, mas hoje me deu aquela lampadinha em cima da cabeça.

E gostaria de uma resposta franca de qual é o problema em dois homens ou duas mulheres se casarem? Ninguém quer casar na Igreja Católica ou Evangélica. Todo tipo de atitude e estilo de vida contra as anais das religiões estabelecidas são facilmente encontradas na sociedade. Padres estupram criancinhas e se mantém padres. Governantes roubam bilhões de reais dos governos.

Odeio essa babaquice pós-moderna – essa doxa pós-moderna, pra falar a verdade – de multiculturalismo, de ‘vamos todos aceitar todas as culturas’. Acho BS total. Mas há uma grande diferença entre não gostar de sertanejo ou repudiar a cultura do hip hop e ser contra o casamento gay. Primeiro que se deve perguntar: tu é gay? Porque se não for, diferentemente do aborto (onde os gêneros estão diretamente e igualmente envolvidos), não se pode falar quase nada.

Essa idéia de casamento como algo sagrado e místico é fruto da fé. E a fé recompensa os justos. Sendo heterossexual e católico, por exemplo, deve-se, obviamente, casar com um homem com uma mulher. Agora, sendo homossexual e, por exemplo, ateu, QUAL DIABOS É A DIFERENÇA?

A discussão fundamental não é, essencialmente, sobre homossexualismo e o direito dessas pessoas de dividir suas vidas com quem amam. A discussão é sobre a separação entre Estado e Igreja, uma das maiores mentiras perpetradas em nossa era. A lobagem e o poder econômico que certos centros religiosos e conservadores, como o Bible Belt nos EUA, detém é parte fundamental da democracia. Entretanto, a democracia, como proposta e aceita por nós, é feita de discussão e não de fanatismo. É feita, como a própria realidade, de multiplicidade e não de manual de instruções. Eu tive uma criação católica, sendo batizado e tudo mais, mas dei de frente com os preconceitos imbecis da igreja. Um católica homossexual, digamos, pode se considerar um pecador. Agora um ateu? Como que alguém que não acredita em Deus e que acha, como eu, que a Bíblia é uma das maiores piadas de mal gosto já contadas, pode entrar nessa discussão?

Eu tenho o maior respeito pela religião. Por todas elas, na verdade, mas a incapacidade das pessoas em manterem suas religiões para si mesmos é o que me atormenta. Nada no mundo biológico contradiz o homossexualismo. De fato, nos últimos anos, tem-se descobrido cada vez mais animais (como os leões) que participam de atividades que só podem ser caracterizadas como homossexuais. As lagartixas, na verdade, demonstram claro pansexualismo, traçando o que vier.

O casamento gay é uma tentativa conservadora (até demais) que os mais fanáticos, conservadores e religiosos parecem incapazes de perceber. O que dois homens gays querem ao casar é terem uma vida moral como todas as outras pessoas: ser fiel, pagar impostos, criar filhos. E, francamente, qual é o problema nisso? A maior parte dos adultos homossexuais que eu conheço são dotados de um imenso senso de dever e responsabilidade, sendo pessoas que privilegiam caridade, a saúde e o bem-estar social. São pessoas produtivas, das mais diversas classes sociais.

Palin, assim como tantos outros nos Estados Loucos da América e mesmo por aqui, pretende um verdadeiro retrocesso: transformar um grupo inteiro de pessoas (e que não são poucas) em pessoas de segunda classe. E essa, é uma das piores coisas que pode acontecer com o mundo; um tipo de pessoa, um estilo de vida, uma religião, se tornar de segunda categoria.

Keep your religion to yourself.

Mea Culpa, Tua Culpa

Publicado em despise for humans por Pedro Henrique em 07/02/2009

“Uma das lições que a era hitlerista nos ensinou é a de como é estúpido ser inteligente. Quantos não foram os argumentos bem fundamentados com que os judeus negaram as chances de Hitler chegar no poder, quando sua ascensão já estava clara como o dia! Tenho na lembrança uma conversa com um economista em que ele provava, com base nos interesses dos cervejeiros bávaros, a impossibilidade da uniformização da Alemanha. Depois, os inteligentes disseram que o fascismo era impossível no Ocidente. Os inteligentes sempre facilitaram as coisas para os bárbaros, porque são tão estúpidos. São os juízos bem informados e perspicazes, os prognósticos baseados na estatística e na experiência, as declarações começando com as palavras: ‘Afinal de contas, disso eu entendo’, são os statements conclusivos e sólidos que são falsos.

Hitler era contra o espírito e anti-humano. Mas há ume espírito que é também anti-humano: sua marca é a superioridade bem informada”.

Talvez, de repente, o questionamento, o levante das dúvidas, jamais a afirmação. Isso é mais do que um método, mais do que uma opinião. Desfraldada como princípio para a verdade, a realidade aparece como imprevisível, como algo que é impossível tocar. De fato, a existência de uma realidade, de uma fenomenologia do real, como evento tácito e tangível, tornou-se de fato uma “utopia extravagante, um desvia sectarista”, geralmente ancorado, sustentado, amparado, pela ideologia pré-pronta de microondas.

“Escolha um ticket, ao contrário, significa adaptar-se a uma aparência petrificada como uma realidade e que se prolonga a perder de vista graças a essa adaptação. Por isso mesmo, quem hesita (ou simplesmente não cede a escolha fácil e pré-pronta) se vê proscrito como um desertor”.

Ideologia de Direita

Publicado em despise for humans por Pedro Henrique em 06/30/2009

Gustave Le Bon, doutor em Medicina e autor de mais de 30 livros, chamado por muitos de “Maquiavel das sociedades de massa”, sempre esteve preso pelos determinismos psicológicos e biológicos. Cartesiano e direitista (to the bone), até porque sem isso não dá pra ser Maquiavel de nada.

“As únicas transformações importantes, aquelas de onde a renovação das civilizações decola, acontece nas opiniões, nas concepções (de mundo) e nas crenças…”

Le Bon, Psychologie des foules (1985), p.2

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Get Back: To the 80’s? To the 70’s? No. To an impossible situation

Publicado em despise for humans por Pedro Henrique em 06/30/2009

As doxas pós-modernas falam de um mundo no qual passado, presente e ‘futurismo’ coexistem. Ficava fácil explicar simplesmente apontando que o Oriente Médio, em alguns momentos, parece ainda viver no séc. XVI, e o Ocidente Geral, seguidamente parece existir em algum século além do XXI.

Mas isso era em termos de evolução econômica e tecnológica, e deixava muita gente irritada. Não era realmente uma coexistência histórica: obviamente tu encontra iraquianos ou afegãos com doutorados, cientistas, escritores, cineastas.

O torque da perda de sentido pós-moderno, o ‘baudrillardismo’ radical de que o mundo não fazia mais sentido era facilmente substituído pela invasão cultural: não existe um Afeganistão do séc. XXI, mas existem afegãos do séc. XXI. E a estranheza ganhava tom de embate acadêmico, mas nessas últimas semanas alguma coisa realmente estranha começou a acontecer.

Primeiro o Irã.

O tom de revolução, o tom do governo, acusavam totalitarismo. A revolução não era contra o Xá, contra os líderes religiosos: ela É por liberdade. Quase francofônica.

Agora Honduras. Situação impossível.

As ditaduras de esquerda do séc. XX na América Latina/Central, que eram, em termos, os grandes sonhos da década de 1950, 1960, concretizados em Cuba e nos diversos movimentos sociais, se encontraram de frente com as ditaduras de direita militaristas do séc. XX. A pós-modernidade de convívio de eras se debruçou, parece, sobre o séc. XX; talvez a mácula de deixá-lo partir tão desimportantemente, como século de sangue e guerras. Não sei. O que sei é que é possível dizer: situação impossível. Impossibilidade de posicionamento pleno. De um lado, militarismo, um maldito golpe militar claramente ilegítimo. Do outro, ‘chavismo’, ‘vamos alterar a constituição pra que eu possa ficar indefinidamente no governo’, também com ares de ilegitimidade.

De certo, a morte de Michael e de Farrah parece, ironicamente, relembrar esses períodos. Mais de 20 anos depois e a disputa ainda é sobre a corrupção e totalitarismo de esquerda e a corrupção e totalitarismo de direita. E talvez, fora do escopo das doxas pós-modernas, esteja surgindo a possibilidade de finalmente entendermos que, no fundo, é quase um tanto faz. A queda dos regimes totalitários na América Latina não permitiu o levante da democracia, apenas em termos. Venezuela, Colômbia, Equador, até mesmo o Brasil – novamente, em termos, estão vivendo como que um “agora é nossa vez” da esquerda. E muito pouco parece aquela esquerda mágica que a gente ouve em comícios e movimentos sociais, aquela esquerda da qual me lembro quando criança, cheia de promessas de progresso, liberdade e fim das injustiças. Muito pouco parece aquela renovação semi-marxista: Chávez, por exemplo, estatiza, rouba, se mantém no poder. Há quanto tempo já?

Há muito tempo eu ouvi uma ótima metadefinição de democracia: é a alternação de ideais políticos, para que todos tenham espaço na esfera pública e dignidade na privada.

Como eu dizia aí, em posts passados, isso são meras considerações. Não sei as respostas e procuro evitar um posicionamento, exatamente pela impossibilidade da situação. Mas preciso, como todos deveriam precisar, evidenciar que em certos termos esse pós-modernismo muito alardeado parece ser a única coisa que explica uma convulsão histórica e social tão grande. Essas reações são, colocando-me no lugar de um analista político de cunho marxista durante as décadas de 70 e 80, realmente muito estranhas: os EUA elegem um presidente democrata, negro, retiram suas tropas do Iraque, posicionam para defender a população afegã – questionável, tudo bem – e América e Oriente Médio reagem em estranhas convulsões.

Talvez Obama precise substituir Michael.


Problemas com Trolls?

Publicado em despise for humans por Pedro Henrique em 06/29/2009

What Is A Troll?

The term derives from “trolling”, a style of fishing which involves trailing bait through a likely spot hoping for a bite. The troll posts a message, often in response to an honest question, that is intended to upset, disrupt or simply insult the group.

Quando os trolls ficam muito pessoais, a gente começa a desconfiar de pessoas conhecidas. E, ironicamente, a imagem de um 'troll' mesmo, esses monstrinhos, remete aos meus suspeitos

Quando os trolls ficam muito pessoais, a gente começa a desconfiar de pessoas conhecidas. E, ironicamente, a imagem de um 'troll' mesmo, esses monstrinhos, remete aos meus suspeitos

Usually, it will fail, as the troll rarely bothers to match the tone or style of the group, and usually its ignorance shows.

Why do trolls do it?

I believe that most trolls are sad people, living their lonely lives vicariously through those they see as strong and successful.

Disrupting a stable newsgroup (or blog) gives the illusion of power, just as for a few, stalking a strong person allows them to think they are strong, too.

For trolls, any response is ‘recognition’; they are unable to distinguish between irritation and admiration; their ego grows directly in proportion to the response, regardless of the form or content of that response.

Trolls, rather surprisingly, dispute this, claiming that it’s a game or joke; this merely confirms the diagnosis; how sad do you have to be to find such mind-numbingly trivial timewasting to be funny?

Remember that trolls are cowards; they’ll usually post just enough to get an argument going, then sit back and count the responses (Yes, that’s what they do!).

How can troll posts be recognised?

  • No Imagination – Most are frighteningly obvious; sexist comments on nurses’ groups, blasphemy on religious groups .. I kid you not.
  • Pedantic in the Extreme – Many trolls’ preparation is so thorough, that while they waste time, they appear so ludicrous from the start that they elicit sympathetic mail – the danger is that once the group takes sides, the damage is done.
  • False Identity – Because they are cowards, trolls virtually never write over their own name, and often reveal their trolliness (and lack of imagination) in the chosen ID. As so many folk these days use false ID, this is not a strong indicator on its own!
  • Crossposting – Any post that is crossposted to several groups should be viewed as suspicious, particularly if unrelated or of opposing perspective. Why would someone do that?
  • Off-topic posting – Often genuine errors, but, if from an ‘outsider’ they deserve matter-of-fact response; if genuine, a brief apposite response is simply netiquette; if it’s a troll post, you have denied it its reward.
  • Repetition of a question or statement is either a troll – or a pedant; either way, treatment as a troll is effective.
  • Missing The PointTrolls rarely answer a direct question – they cannot, if asked to justify their twaddle – so they develop a fine line in missing the point.
  • Thick or SadTrolls are usually sad, lonely folk, with few social skills; they rarely make what most people would consider intelligent conversation. However, they frequently have an obsession with their IQ and feel the need to tell everyone. This is so frequent, that it is diagnostic! Somewhere on the web there must be an Intelligence Test for Trolls – rigged to always say “above 150″

Tirado de http://www.flayme.com/troll/

E pra invocar meu direito eterno da palavra, cito, então, outro:

On the road from the City of Skepticism, I had to pass through the Valley of Ambiguity.

Publicado em despise for humans por Pedro Henrique em 06/28/2009

“O realismo incondicional da humanidade, que culmina no fascismo, é um caso especial de delírio paranóico, que despovoa a natureza e, ao fim e ao cabo, os próprios povos. É nesse abismo de incerteza, que todo ato objetivador tem de atravessar, que se aninha a paranóia. Como não há um argumento absolutamente convincente contra os juízos materialmente falsos, não é possível curar a percepção distorcida em que eles surgem. Toda percepção contém elementos conceituais inconscientes, assim como todo juízo contém elementos fenomenalmente não aclarados. Por conseguinte, como a verdade implica a imaginação, pode sempre ocorrer que, para as pessoas cuja imaginação foi lesada, a verdade seja algo de fantástico e sua ilusão, a verdade”

“Por mais universal que seja sua atividade, quem absolutiza ingenuamente é um doente, vítima do poder ofuscante da falsa imediatidade

De A dialética do esclarecimento, um “impecilho” para gente imbecil.

Um ótimo começo, há dez anos atrás

Publicado em despise for humans por Pedro Henrique em 06/27/2009

Agora nos próximos dias, mais precisamente no dia 10 de Junho de 2009, o Sigur Rós comemora os dez anos do lançamento de Agaetis Byrjun, seu segundo álbum, responsável por colocá-los no mapa e no meu coração.

sigur2Eu descobri a banda quase dois anos depois, quando eles estavam se preparando para tocar no que eu acho que foi o último Free Jazz, em 2001. Eu os conheci através do clipe da música Viorar Vel Til Loftarasa, que é simplesmente demais (como a maioria dos clipes dele, incluindo Untitled 1 (Vaka) e Glósoli). Desde então sou fã incondicional da banda, ouvindo seguidamente todos os seus discos e sempre propagandeando-os em todos os lugares e momentos que posso.

Adoro essa banda por sua sonoridade simplesmente única e pelo romantismo quase bucólico de suas canções e letras. Adoro esse som que escapa definições, a não ser som do Sigur Rós, que encontra nos seus poucos semelhantes um reflexo eletrônico; Sigur Rós não tem eletronismos. Nos seus shows pela Islândia, que culminaram no dvd Heima, a maior parte das performances teve cunho acústico.

Bom, sei que quase ninguém gosta dessa banda tanto quanto eu (minha mulher, por exemplo, não gosta muito e geralmente dorme quando eu coloco esse som), mas eu amo demais e não podia deixar de lembrar do décimo aniversário desse disco que apareceu e muito, tanto na repercussão do mundo da música quanto em trilhas sonoras das mais variadas coisas (inclusive séries de TV como CSI).

Deixo pra quem se interessar o clipe de Viorar Vel Til Loftarasa.

E pra quem se interessar ainda mais, uma apresentação do lançamento oficial desse disco, em Reykjavik, em 10 de Junho de 1999.

Como o wordpress resiste a embed videos, disponibilizei aqui em Melhor do “Peór”.

Publicado em despise for humans por Pedro Henrique em 06/26/2009

Pego as palavras do velhinho como minhas:

“Eu sei que minha atitude, por mais que ela me pareça evidente, não será compreendida, porque a maioria dos que me lerão obedece ainda ao paradigma de simplificação que comanda a alternativa exatamente onde seria preciso ultrapassar por integração os pontos de vista opostos. A minha luta também será difícil porque ela deve ser levada em duas frentes. Eu me encarreguei da tarefa, aparentemente prudhommesca, na verdade dialética, de defender o sistema pela necessidade de combatê-lo. A teoria do sistema que proponho é também anti-sistêmica”.

“É preciso em primeiro lugar ser capaz de conceber a pluralidade no uno”.

Edgar Morin, O Método 1: A natureza da natureza.

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