Com um zunido nos ouvidos nós tocamos eternamente…
Pois então que depois de longa espera (pelo menos pra mim) chega o disco novo do Sigur Rós.
Með suð í eyrum við spilum endalaust, ou, em bom inglês with a buzz in our ears we play endlessly, chega às lojas ao redor do mundo na segunda-feira, dia 23. Porém a versão digital (para download no site dos caras) já está disponível desde ontem, dia 20. Pela caridosa mão de algum cara que, ou é mais fã do que eu ou simplesmente tem mais dinheiro (ou pelo menos uma bosta de um cartão de crédito, porque nem isso eu tenho) colocou o disco no mininova.org (que quiser é esse o link) eu, hoje pela manhã, insone, acordo para descobrí-lo ali, só me esperando. Já baixei e já ouvi umas três vezes (coloquei no celular e fui almoçar ouvindo o disco).
O disco é, como anunciado, bem diferente dos anteriores. Claro que se mantém no estilo Sigur Rós de fazer música: uma forma de composição um tanto quanto etérea e, para mim pelo menos, verdadeiramente imaterial.
A primeira música (que tinha sido disponilizada previamente ao lançamento do disco) já mostra isso de maneira muito clara. O som está um tanto quanto ainda mais élfico, mas de um modo como se fosse uma festa.

Aqui coloco a lista das músicas:
1. Gobbledigook
2. Inní mér syngur vitleysingur
3. Góðan daginn
4. Við spilum endalaust
5. Festival
6. Með suð í eyrum
7. Ára bátur
8. Illgresi
9. Fljótavík
10. Straumnes
11. All Alright
O disco é bem diferente. Realmente diferente. A seqüência entre a primeira e a segunda música do disco já mostram isso. E a terceira música mostra a conhecida faceta um tanto mágica do Sigur Rós mas de uma maneira bem diferenciada; cheia de nuances e com vocais lindos. Porém, as críticas prévias anunciavam um disco com sonoridades mais alegres. Discordo. O disco é 50/50. Metade é realmente mais alegre, como se fossem músicas conduzindo uma multidão para a felicidade, entretanto a segunda metade – a parte final do disco especialmente – é realmente triste, bem ao estilo Sigur Rós.
Não vou me extender muito porque sou suspeito pra ficar falando. Achei o disco ótimo e ele, estranhamente como os outros discos do Sigur Rós, me encontra numa fase com a qual ele parece combinar perfeitamente. Minha vida está também 50/50 quanto a felicidade e tragédia. Na verdade, agora 51/49 pra felicidade. Vou ouvir esse disco até gastar.
Obrigado, Islândia.
E tá aí o vídeo de Gobbledigook, que foi foda pra encontrar, mesmo no Youtube pq tem cenas de homens primitivos e nudez explícita.
and I admit that I ain't no angel I admit that I ain't no saint I'm selfish and I'm cruel but you're blind if I exorcise my devils well my angels may leave too
and when they leave they're so hard to find

estive aqui!
depois eu leio com mais calma e comento melhor. Agora o Lorenzo tá pendurado nas minhas pernas!