Ubermensch by Debord

Saison finale

Publicado em despise for humans por pedro em 05/13/2009

Pois que agora entre essa semana e semana que vem temos os episódios finais das nossas queridas séries.

O final de House, que foi ao ar ontem, foi interessantemente corajoso; na verdade, boa parte dessa última temporada foi mesmo corajosa. The natural outcome of things… moralismo à parte – vicodin trip – realmente parece que as coisas estão saindo da lenga-lenga de sempre todas as coisas horríveis acontecem, mas eventualmente a ordem se restaura.

Mas House é… bom… reservo-me ao direito de deixar essa de lado (façamos uma análise posteriormente, quando a série puder ser analisada como um todo).

Meu papo mesmo é Fringe. A série do Abrams terminou com participação mais que especial de Leonard Nimoy; não foi tanto uma apresentação quanto uma entrevista de emprego. Ok, Spock. You got the job.

O susto mesmo vem no momento final do episódio: oito anos depois, democratas no lugar de republicanos, e o carinha do Lost me tem a cara de pau – ou coragem, ainda não decidi – de duas referências a uma realidade alternativa MUITO PODEROSAS.

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New White House? Teriam então os atentados acontecido lá?

Primeiro, uma agente Duhnam confrontada com um New York Post escadolasamente mostrando a manchete Obama’s Set to Move Into NEW WHITE HOUSE. Depois, ela mesma confrontada com o fato de estar dentro do World Trade Center.

Primeiro que Abrams parece estar mesmo fascinado pela matéria da modificação da realidade. Lost, Star Trek, agora Fringe. Pensando bem, a provável associação dele com Dark Tower também seja nessa exatamente por causa disso.

Mas é do cunho do cara da ficção científica de se dedicar a certas temáticas.

E até agora não tenho muito o que reclamar e, aparentemente, nem os fãs de Lost (categoria na qual definitivamente não me encaixo). Adorei o final, adorei a coragem que só depois que Arquivo X perdurou por 9 anos no ar mesmo pra ter: pegou e fez. Existe outra dimensão. Dá pra ir pra lá. Segurem suas calças: segunda temporada com Spock e viagens interdimensionais para todo mundo.

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Montagem, imagem de arquivo? Não sei dizer... but it sure is creepy as hell, man. Vai dizer que não dá pra ver o aviãozinho chegando?

Mas é nerdismo o cara se apaixonar por essas séries. Eu, já tão desencantado com esse mundo desencantado, pego-me sempre esperando pelo pior. Mas vai saber, de repente Dawson’s Creek tenha sua segunda chance de imortalização, de repente Anna gatésima Torv, com seu estilo mulher durona do leste europeu – hard ass model like bitch - também se imortalize.

Acho essa série particularmente legal porque tem aquele toque de New Wave of Science Fiction, com o reencanto da ciência quase mítica ao mesmo tempo em que há um retorno àquelas temáticas da Golden Era e da Era Gernsback. Por quê não outras dimensões? É tão risível cotidianamente falando quanto viagens interplanetárias através de wormholes ou velocidade de dobra. Na verdade, pensando bem, até mesmo essas séries trataram disso.

Os únicos grandes dessa temática, em TV, se não me engano são o Dr. Who e o Sliders.

O que me garante o benefício de dizer que tudo bem, jj, pode fazer

E agora os coitado que assistem as séries tem que ficar com os repeteco com 12 a 18 minutos de propagandas na TV a cabo, porque temporada nova só em setembro. Tudo bem, tem algumas que ainda vão mais um pouco, mas as grandonas, xi, essas já uera.

Por isso agora estou baixando Star Trek – The Original Series

Sorry. I can’t hear you over the sound of how awesome that movie is

Publicado em despise for humans por pedro em 05/09/2009

Minhas expectativas em relação à hollywood  são, atualmente, bem baixas. Depois de fiascos e filmes sem tanta graça assim, ficou fácil não acreditar mais que alguma coisa vá ser realmente legal. Tudo bem, o cara fica naquela expectativa de que “bá, esse finalmente vai ser destruidor”, mas geralmente se frustra.

Entretanto, como apontava no post anterior, espantei-me muito ao ver o Star Trek. O filme não é apenas uma ótima adaptação; o roteiro é genial demais.

Quando, ainda em 2007, eu ouvi falar que ia ter outro filme do Star Trek, que não se passaria no tempo do Next Generation, mas mostraria, sim, a fase anterior à mostrada na série original: teen Star Trek, pensei com meus botões. Minha expectativa é que fosse um filmes homenagem no qual um diretor baba-ovo ia acariciar o escroto morto de Roddenberry até ele voltar a vida pra se vingar.

Engano meu. DE FORMA ALGUMA ESSE FILME É UMA HISTORIETA ANTES DA FAMA, ele faz parte da cronologia normal de Star Trek e isso é SIMPLESMENTE GENIAL.

Spoilers! Cuidado!

Quem gosta e assistiu a pelo menos uma das séries de Jornada nas Estrelas sabe que há muito tempo as viagens espaciais são apenas uma pequena parcela das histórias vividas por Picard, Janeway e Cisqo: as viagens no tempo se tornaram temática recorrente, mostrando sempre realidades alternativas.

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Pine: a less seventies Kirk, but still Kirk

ESTE FILME NÃO É UMA REALIDADE ALTERNATIVA.

Spock, com seus mais de 130 anos, todos da Enterprise já estão mortos – pelo menos os humanos, quando ele ajuda o conselho Vulcano a impedir a destruição de Romulus. Ele falha e o sobrevivente romulano, Nero (muito massa essa coisa de que  Roma Antiga, na Terra, foi inspirada por uma raça alienígena a centenas de anos luz dali), se vinga de Spock abrindo uma fenda temporal e levando-os de volta para quando a tripulação da Enterprise ainda nem era a tripulação da Enterprise.

No caminho, Nero muda toda a história do Quadrante Alfa. Destrói a Kelvin, Vulcano, quase mata o Capitão Pike. Daí, a história muda. A série que vimos com William Shatner deixa de existir; a série original é que é uma realidade alternativa: a realidade alternativa da qual o Spock velho, interpretado no filme pelo Deus-vivo Leonard Nimoy, veio.

Eu aprecio a arrogância e, mais do que isso, adoro a ambição. Não de poder ou dinheiro, mas a ambição de fazer algo realmente ambicioso. Seja uma empreitada financeira ou cultural, de criação ou reprodução. E esse filme bateu todas nesses quesitos; é magistral por ser ambicioso.

Pine não apenas é Kirk, kickes and gets kicked as Kirk would. Pra ser totalmente como a série, aparece pegando uma gatíssima Rachel Nichols, toda verde e ruiva, chamada Gaila – e colega de quarto de Uhura.

Quinto não apenas encarna Spock. Na verdade, até o garotinho que interpreta Spock quando criança encarna Spock. A dualidade de posições; nada como Tuvok. Um meio-vulcano de verdade. Na verdade, Zachary Quinto está maravilhoso. Consegue retratar a humanização ambiciosa Abrams sobre o personagem (que aparece muito mais humano do que nos lembramos dele), demonstrando a mais pura paixão, amor incondicional, de um vulcano.

Bana faz seu primeiro grande filme, na minha opinião. Sua interpretação insossas em filmes como Hulk e A Outra, me deixaram muito preocupado em relação a esse filme. Pensei: Star Trek sem vilão sucks ass. Mas Bana se saí bem. Claramente instruído por Abrams, e possivelmente pelo medo de retaliação por parte dos fãs, interpreta um romulano de classe baixa; na verdade, um típico e inquieto romulano fora do âmbito militar. Devotado a sua família, conservador e com uma lógica que não poderia existir em nenhum outro lugar do mundo além de Romulus.

Mas a melhor parte do elenco são Nimoy e Wynona Ryder. A sweetheart shoplifter of America, retrata, nem que só por algumas cenas, uma magistral mãe humana de um vulcano. E Nimoy, bom, interpreta seu único papel: embaixador Spock. E muito bem. É aquele Spock do qual me lembro, na minha infância, cantando row, row the boat com Magro e Kirk.

A falta de cansativas explicações científicas sobre a ferramenta da vez (a matéria vermelha) faz do filme uma refrescante ficção científica. Nada, de fato, tem explicação. E a cena em Kirk e Sulu são salvos com um truque de teletransporte mostra isso bem.

Mas cuddles mesmo pras cenas do Kirk menino ao som de Sabotage do Beastie Boys.

Não sei se estou pronto pra dar um julgamento definitivo pra Abrams – os malditos letreiros em 3D que ele usa até a exaustão me incomodam muito – mas tenho a certeza de que posso dar um em relação a esse filme.

ÓTIMO. E tomara que, exatamente por ter criado um novo universo de Jornada de Estrelas, Abrams consiga fazer um II e III, pelo menos.

Li em algumas outras críticas a questão de um “tom jovial” e que a aventura vivida no filme seria pouco elaborada e discordei. Achei o filme uma das melhores histórias de viagem no tempo e, como eu disse, um ótimo filme de ficção científica. Só o que existe nesse filme é essa profundidade humana que o tom jovial mostra tão bem; alguém disse que é quando jovens que construímos realmente as pontes que nos ligarão ao mundo. E esse filme é sobre exatamente isso; não sobre naves espaciais ou tecnologias futuristas, phaseres e alienígenas. É sobre o outro e sobre si mesmo; a busca de Spock, dos dois Spocks.  A mítica do half-breed que acaba por condenar seu planeta, aquele Kirk sem objetivos, no future Kirk, mas que não deixa de ser sempre Kirk. A forma como as relações de confiança e respeito se formam; Jornada nas Estrelas sempre foi isso pra mim. Uma imensa mítica futurista sobre coletividade, confiança, viver a vida ao máximo. Indo aonde ninguém já foi antes… e Abrams conseguiu.

Realmente, a franquia para o cinema de Star Trek teve seus momentos altos – como Vyger e Khan – mas foi fraca. Perdeu aquela magia que a série original tinha: a dureza de Spock em contrapartida ao space-cowboyism de Kirk, as obsessões de Magro-Bones-McCoy se tornaram cansativas e tediosas. Sulu esvaziado.

Adorei esse filme e como fã me senti orgulhoso demais. Senti-me orgulhoso de membros da Federação respeitando rigidamente à primeira tempo-diretriz: NÃO INTERFERIR COM O TEMPO. Nero muda a história, Abrams apresenta uma nova origem e ninguém tem a coragem de mudá-la: na verdade, Abrams é genial e o filme é magnífico pois mostra a única coisa jamais feita na história de todos os Jornadas nas Estrelas já feitos. Uma viagem no tempo que repercute em mudanças reais na continuidade narrativa da história como a conhecemos.


“What’s your name, son?”

“James Tiberious Kirk, sir.”

“I’ve got your gun”

Publicado em despise for humans por pedro em 05/08/2009
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A primeira coisa que eu saí do filme pensando foi: que história maravilhosa, simplesmente muito boa.

Primeiras considerações:

- muito bom;

- Quinto: perfeito;

- Wynona Ryder;

- ótima história. Simplesmente ótima história;

- Kirk: kickin’ asses as usual.

- RACHEL NICHOLS, a mulher verde.

Campo de Trevos

Publicado em despise for humans por pedro em 07/05/2008

Agora de tarde, nesse sábado tedioso, dei um tempo nos meus estudos pra ver um filme que tinha que entregar hoje (e ainda vou). Eu ia ver ontem, mas acabei não vendo até porque não tava tão interessado assim. É um dos trabalhos pós-Lost do JJ Abrams, Cloverfield.

O filme se trata, basicamente, de um monstro gigante (aos moldes de Godzilla) atacando Manhattan. Este tipo de filme pra mim é, sinceramente, tedioso. Gastei meus anos de monstros gigantes com Changeman e Jaspion. Entretanto este trazia uma coisa nova, uma pós-modernidade latente do êxtase da forma: a perspectiva do filme é primeira pessoa. Câmera na mão (remetemos novamente para os posts do Debord, um em específico, e a infinita validade de algumas das teses dele) à lá Bruxa de Blair, de 1999. Parecia ser interessante, no mínimo risível.

Pois não é que o filme é uma boa surpresa. Apesar da história dos personagens em si ser meio fraca – talvez eu daria especial destaque pra parte em que a ponte do Brooklyn rui – o filme se salva por uma ação bem construída e nunca mostrar o monstro mesmo. Até porque é só câmera na mão, e uma pessoa de um metro e oitenta, a não ser em cima dos prédios (o que acontece), jamais teria ângulo pra filmar um monstro de 100 metros de corpo inteiro.

O filme é no mínimo interessante. Ganha pelo suspense e pela falta de explicação (o que ao meu ver é extremamente tedioso no Lost) e principalmente por não abordar o gênero da maneira pitoresca de sempre, com heróis, explicações mirabolantes, culpados, origens (apesar de numa segunda olhada cuidadosa acharmos algumas explicações – e referências um tanto quanto explicativas – escondidas no filme, destaque para o tal OVNI ou satélite que supostamente caí no mar durante as cenas finais do filme explicando que ele seria um alienígena e teria chego na Terra ou que é um ser pré-histórico despertado pela queda do satétile).

Bem legal. Recomendo, apesar não ser o maior fã de JJ Abrams nem de filmes de monstro.

Deixo no fim do post o trailer oficial do filme e sobre o monstro ser mau feito (na minha opinião a maior característica de filmes de monstro) e sobre as características aberrantes desse filme em relação a seu enredo – a notável falta de prólogo, da perspectiva militar e da perspectiva cientificista – redireciono meus leitores ao blog do Cardoso.

E realmente, Godzilla no dos outros é refresco.

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