Metroidzando Nessa Semana Lenta
Nossa querida amigona Mercedoca teve aí nos últimos dias visitando essa cidade maravilhosa (sarcasmo!) e não tive tempo nem assunto pra postar nos últimos dias.
Prometo, entretanto, uma volta para a temática mais central desse blog que eram, a partir do meu trabalho acadêmico, considerações a respeito do pensamento tecnológico e da nossa sociedade cada vez mais enfiada em tecnologismos.

Samus Aran: é bem legal ver uma heroína feminina num jogo tão assustador, difícil e legal. FC pura. A imamge também é meu fundo de tela atual e foi tirada de http://transfuse.deviantart.com/
Eu to na preparação, fazendo meu projeto, pro doutorado e finalizando a primeira parte da minha tentativa de romance de ficção científica.
Então não anda sobrando muito tempo para fazer viagens e amenidades.
No mais? (Como eu dizia antigamente no meu fotolog)
Estamos aí, na batalha. Com todas as coisas que andam acontecendo as leituras acabaram caindo numa marcha lenta e meus momentos de liberdade/madrugada andam sendo dedicados ao meu mais novo amor, o GameCube do meu irmão.
Veio com poucos jogos, mas apenas os melhores. Metroid Prime I e II, Legend of Zelda: Twilight Princess, Super Mario Kart e Super Smash Bros. No momento estou me dedicando a finalizar o Metroid I (no momento me encontro no chefão final, mas pretendo procurar os itens que faltam pra conseguir terminar em 100%) e esperando o Legend of Zelda: Wind Waker que eu comprei e chega entre hoje e amanhã (comecei a jogar o Twilight Princess, mas só pra não ficar viciadão demais naquele Metroid que é foda – foda nível God of War Very Hard).
Férias é um momento de nerdismo, mas como estou há pelo menos três anos enfiado no mais puro nerdismo, entre livros acadêmicos e FC, não é uma mudança tão grande. É bom pra se perceber, ainda num videogame da geração passada, os porques dessa forma de narrativa digital ter assumido o post de mais lucrativa indústria do entretenimento na contemporaneidade. Zelda, por exemplo, mesmo sendo exclusivo para consoles Nintendo, já é um dos mais importantes e mais vendidos jogos de todos os tempos. A cultura da videogame, geralmente tratada com desdém, é, na verdade, um dos índices imaginários mais importantes de nossa era e há aqueles que anunciam o videogame como o anúncio de uma era de convergência entre TV e cinema aonde estes serão mais parecidos com jogos do que com o que entedemos hoje sobre narrativa.
Eu amo videogames e eles fizeram parte da minha inteira, desde o Atari até o desejo lancinante de ter 3 mil reais dando sopa pra comprar um PS3.
Problemas com Trolls?
What Is A Troll?
The term derives from “trolling”, a style of fishing which involves trailing bait through a likely spot hoping for a bite. The troll posts a message, often in response to an honest question, that is intended to upset, disrupt or simply insult the group.

Quando os trolls ficam muito pessoais, a gente começa a desconfiar de pessoas conhecidas. E, ironicamente, a imagem de um 'troll' mesmo, esses monstrinhos, remete aos meus suspeitos
Usually, it will fail, as the troll rarely bothers to match the tone or style of the group, and usually its ignorance shows.
Why do trolls do it?
I believe that most trolls are sad people, living their lonely lives vicariously through those they see as strong and successful.
Disrupting a stable newsgroup (or blog) gives the illusion of power, just as for a few, stalking a strong person allows them to think they are strong, too.
For trolls, any response is ‘recognition’; they are unable to distinguish between irritation and admiration; their ego grows directly in proportion to the response, regardless of the form or content of that response.
Trolls, rather surprisingly, dispute this, claiming that it’s a game or joke; this merely confirms the diagnosis; how sad do you have to be to find such mind-numbingly trivial timewasting to be funny?
Remember that trolls are cowards; they’ll usually post just enough to get an argument going, then sit back and count the responses (Yes, that’s what they do!).
How can troll posts be recognised?
- No Imagination – Most are frighteningly obvious; sexist comments on nurses’ groups, blasphemy on religious groups .. I kid you not.
- Pedantic in the Extreme – Many trolls’ preparation is so thorough, that while they waste time, they appear so ludicrous from the start that they elicit sympathetic mail – the danger is that once the group takes sides, the damage is done.
- False Identity – Because they are cowards, trolls virtually never write over their own name, and often reveal their trolliness (and lack of imagination) in the chosen ID. As so many folk these days use false ID, this is not a strong indicator on its own!
- Crossposting – Any post that is crossposted to several groups should be viewed as suspicious, particularly if unrelated or of opposing perspective. Why would someone do that?
- Off-topic posting – Often genuine errors, but, if from an ‘outsider’ they deserve matter-of-fact response; if genuine, a brief apposite response is simply netiquette; if it’s a troll post, you have denied it its reward.
- Repetition of a question or statement is either a troll – or a pedant; either way, treatment as a troll is effective.
- Missing The Point – Trolls rarely answer a direct question – they cannot, if asked to justify their twaddle – so they develop a fine line in missing the point.
- Thick or Sad – Trolls are usually sad, lonely folk, with few social skills; they rarely make what most people would consider intelligent conversation. However, they frequently have an obsession with their IQ and feel the need to tell everyone. This is so frequent, that it is diagnostic! Somewhere on the web there must be an Intelligence Test for Trolls – rigged to always say “above 150″
Tirado de http://www.flayme.com/troll/
E pra invocar meu direito eterno da palavra, cito, então, outro:
On the road from the City of Skepticism, I had to pass through the Valley of Ambiguity.
Dia do Orgulho Nerd
Eu não gosto muito dessas consolidações comemorativas de coisas amplamente subejtivas. Ser Nerd ou Geek é uma coisa muito subjetiva. Até mesmo Otaku.
Mas pra me estabelecer:
- Eu to vendo Higashi no Eden e pela primeira vez em quase 5 anos, juntamente com Death Note, me interessei de novo por animes. Acho que isso não me faz um Otaku, mas como tenho conhecimentos doentiamente precisos sobre Dragon Ball, Love Hina, Evangelion e outros desde os anos 1980 até o início dos 2000, acho que isso me faz um old school Otaku.
- Eu ando comprando Homem-Aranha. Nada de 2099 ou Ultimate; a revista normal. E ando lendo umas besteiras do Superman que eu baixo (principalmente New Krypton). Já fui MUITO fã de quadrinhos e mangá, chegando a comprar até 10 séries ao mesmo tempo (X-Men, várias revistas, Homem-Aranha, TODAS AS REVISTAS, mangás diversos – Love Hina, Evangelion, que eu ainda compro porque demora mais pra sair que indenização, Rourouni Kenshin, Dragon Ball, Spawn, Darkness, Gen13, Innu Yasha, Eden, ih, a lista é longa demais), entretanto a crise financeira pessoal impediu que eu continuasse a alimentar a indústria editorial brasileira e internacional. Tenho uma coleção até que invejável de graphic novels (Dark Knight – 1 e 2, a 1 em duas versões, Elektra Assassina, Elektra Vive, Watchmen, Do Inferno, V de Vingança, várias Sin City, Inumanos, Reino do Amanhã, um inúmero número de Batmans – inclusive um contra o Judge Dread muito afudê e antiquíssimo – e de Supermans, inclusive a sua morte nas mãos do Doomsday e sua vingança, um número ainda mais incontável de X-Men – de antigonas até algumas coisas relativamente novas e praticamente toda a fase do Jim Lee) e mini-séries, mas por um longo tempo me desinteressei dos quadrinhos. Vale mencionar, entretanto, que eu me considero até um bom conhecedor de quadrinhos mainstream: eu sei a história do uniforme negro, sei quem é Thanos, já li Dark Kight tantas vezes que sei as falas de cor.
- Eu já vi Star Wars (os originais, por favor) mais de 40 vezes.
- Só faltam alguns episódios da série original pra eu ter visto todas as séries de Star Trek. Os filmes eu vi, porém não tantas vezes. Estou em processo de revê-los; hoje, inclusive, em homenagem ao dia, vou ver o primeirão, lá de 1979. Fui ver o novo do JJ Abrams na sexta mesmo que estreou.
- Vi Homem-Aranha na pré-estréia a meia-noite.
- Não apenas vi os três terríveis filmes do Senhor dos Anéis nas suas semanas de estréia como li o livro – o último quase duas vezes – até os apêndices. Também li o Hobbit, Silmarilion e os Contos Perdidos. Cheguei a jogar RPG, mas nunca fui o mais fã de todos. Eu tive umas centenas de cartas de Magic e li Call of Chtulu.
- Já li Neuromancer.
- Tenho computador desde os 9 ou 10 anos. Meu primeiro foi um 286. Nunca me esqueço.
- Tive um Atari, um Master System, um Mega Drive (1, tá? Lá na época que ainda nem tinha 2 ou 3; na verdade, na época que ainda nem tinha o brasileiro), um Super NES, um Nintendo 64, um Sega Saturn, um Playstation e um Playstation 2. Durante um curto tempo cheguei a ter, por desistência do meu irmão, um Gameboy e um Gameboy Advance. Já virei quase todos os Zelda (menos o do Gamecube e o do Wii, que ainda não tive a chance de jogar), alguns Final Fantasy (inclusive o mais clássico de todos, o VII). Na verdade, minha história de amor com o videogame é longa demais e mereceria dois posts exclusivos, mas vale mencionar que, sim, eu virei Alex Kidd in the Miracle World, para o Master System. Sim, eu virei os Zeldas do 64 com ABSOLUTAMENTE TODOS OS ITENS, matei os Weapons no Final Fantasy VII, virei God of War e God of War II no modo mais impossível de todos (tudo bem que no II eu levei três meses pra conseguir), já tô conseguindo 98% no modo expert do Guitar Hero/Rock Band, já virei quase completamente os dois Katamaris que tem pra PS2 e eu virei DOUBLE DRAGON NO FLIPERAMA (além dos clássicos Street Fighter II, que eu virei em Mariluz em 1991, e Mortal Kombat).
De repente por ser um cara aparentemene normal eu me indago muito sobre essa rotulação nerd ou geek. Tive algumas namoradas e saí muito na noite durante a minha vida. Porres aos milhões, desde os 13 anos. E, pensando bem, a maior parte dos meus amigos que se identifica em ser nerd ou geek está também muito longe das predefinições hollywoodianas do que é ser um fan ou um entusiasta.
De certo, colocações como a da Adriana Amaral e do Sidney Eve Matrix são, de fato, a mais pura verdade sobre a contemporaneidade: esses tipos estabelecidos se atomizaram na sociedade através de uma imaginário de tecnologia e de tech-savvy. Tu saí na noite e encontra um cara com cabelo desgrenhado ao lado de sua namorada de alguns anos, ele está bebendo e rindo, conversando sobre sua banda de rock ou sobre a noite de Porto Alegre e as pessoas nem imaginam que esse cara é tipo, programador de computador ou que trabalha fazendo jogos – tipo MMORPG – de videogame ou pra Internet (a Laís vai saber de quem eu tô falando). Aqueles personagens de filmes do Fanboys, Mallrats ou mesmo os clássicos A vingança dos Nerds (e todas as suas centenas de continuações) existem, mas o que pode ser hoje considerado como geek, nerd ou simplesmente fã de quadrinhos, perdido num afã de tecnologia, se estendeu demais; em Alvorada eu vi gente que tu nunca chamaria de nerd ou geek registrando seu filho de Jorel, “por causa do filme do Superman”.
Mas, discussões deixadas de lado…
Um feliz dia dos babacas que gastam sua vida com futilidades de consumos – culturais e tecnológicas, geralmente. Eu também sou um.
Alguém aí disse Star Trek TOS para Ipod?
Vou fazer um post mais compreensivo sobre o dia do orgulho nerd amanhã – hoje é segunda-feira e, como bom apreciador da cultura pop, eu odeio segundas-feira.
Saison finale
Pois que agora entre essa semana e semana que vem temos os episódios finais das nossas queridas séries.
O final de House, que foi ao ar ontem, foi interessantemente corajoso; na verdade, boa parte dessa última temporada foi mesmo corajosa. The natural outcome of things… moralismo à parte – vicodin trip – realmente parece que as coisas estão saindo da lenga-lenga de sempre todas as coisas horríveis acontecem, mas eventualmente a ordem se restaura.
Mas House é… bom… reservo-me ao direito de deixar essa de lado (façamos uma análise posteriormente, quando a série puder ser analisada como um todo).
Meu papo mesmo é Fringe. A série do Abrams terminou com participação mais que especial de Leonard Nimoy; não foi tanto uma apresentação quanto uma entrevista de emprego. Ok, Spock. You got the job.
O susto mesmo vem no momento final do episódio: oito anos depois, democratas no lugar de republicanos, e o carinha do Lost me tem a cara de pau – ou coragem, ainda não decidi – de duas referências a uma realidade alternativa MUITO PODEROSAS.
Primeiro, uma agente Duhnam confrontada com um New York Post escadolasamente mostrando a manchete Obama’s Set to Move Into NEW WHITE HOUSE. Depois, ela mesma confrontada com o fato de estar dentro do World Trade Center.
Primeiro que Abrams parece estar mesmo fascinado pela matéria da modificação da realidade. Lost, Star Trek, agora Fringe. Pensando bem, a provável associação dele com Dark Tower também seja nessa exatamente por causa disso.
Mas é do cunho do cara da ficção científica de se dedicar a certas temáticas.
E até agora não tenho muito o que reclamar e, aparentemente, nem os fãs de Lost (categoria na qual definitivamente não me encaixo). Adorei o final, adorei a coragem que só depois que Arquivo X perdurou por 9 anos no ar mesmo pra ter: pegou e fez. Existe outra dimensão. Dá pra ir pra lá. Segurem suas calças: segunda temporada com Spock e viagens interdimensionais para todo mundo.

Montagem, imagem de arquivo? Não sei dizer... but it sure is creepy as hell, man. Vai dizer que não dá pra ver o aviãozinho chegando?
Mas é nerdismo o cara se apaixonar por essas séries. Eu, já tão desencantado com esse mundo desencantado, pego-me sempre esperando pelo pior. Mas vai saber, de repente Dawson’s Creek tenha sua segunda chance de imortalização, de repente Anna gatésima Torv, com seu estilo mulher durona do leste europeu – hard ass model like bitch - também se imortalize.
Acho essa série particularmente legal porque tem aquele toque de New Wave of Science Fiction, com o reencanto da ciência quase mítica ao mesmo tempo em que há um retorno àquelas temáticas da Golden Era e da Era Gernsback. Por quê não outras dimensões? É tão risível cotidianamente falando quanto viagens interplanetárias através de wormholes ou velocidade de dobra. Na verdade, pensando bem, até mesmo essas séries trataram disso.
Os únicos grandes dessa temática, em TV, se não me engano são o Dr. Who e o Sliders.
O que me garante o benefício de dizer que tudo bem, jj, pode fazer…
E agora os coitado que assistem as séries tem que ficar com os repeteco com 12 a 18 minutos de propagandas na TV a cabo, porque temporada nova só em setembro. Tudo bem, tem algumas que ainda vão mais um pouco, mas as grandonas, xi, essas já uera.
Por isso agora estou baixando Star Trek – The Original Series
Leituras
Alguém me perguntou ontem o que eu ando lendo. Lamentavelmente no momento não estou lendo quase nada de Ficção – estou esperando o Gustavo me emprestar o Crônicas Marcianas, do Bradbury, que eu dei pra ele de aniversário -, mas estou lendo 6 livros teóricos ao mesmo tempo.
O único ficcional que estou lendo é:
- O Caso de Charles Dexter Ward
Esse é um dos mais conhecidos romances de H.P. Lovecraft. Quando reconstruí a história da ficção científica e fantástica para minha dissertação eu acabei vendo que o único autor ali que eu jamais tinha entrado em contato com era o Lovecraft. Daí encontrei esse em versão pocket e tem sido meu companheiro atual de literatura.
Mas no momento estou lendo:
- Bem-Vindo ao Deserto do Real: cinco ensaios sobre 11 de setembro e datas relacionadas
Esse livro do Slavoj Zizek é de 2002. Zizek é um filósofo esloveno e essa coleção de ensaios é realmente muito boa. Ele fala muito sobre ficção científica e a relação mítica da ansiedade do catástrofe com a natureza própria da catástrofe 11 de setembro.
- Lacrimae Rerun
Esse livro também é do Zizek, de 2008. Nele ele fala sobre as cineastas Kieslowski, Hitchcock, Lynch e Tarkowski. O livro é ótimo; parece também uma coleção de ensaios. E recomendo muito o sobre o Hitchcock.
- Nascimento da biopolítica
As aulas de Michel Foucault no Collége de France de janeiro a abril de 1976. Recém comecei a ler: é longo e denso, mas é muito bom porque é em forma de aula, então ele gasta bastante tempo explicando bem a fundo e dando ótimos exemplos. É uma obra obrigatória sobre poder, estado, política, relações internacionais e sobre a própria condição humana, no que se refere ao estatuto da organização das sociedades.
- As palavras e as coisas
Empréstimo do meu querido amigão Jayme Camargo, colega de grupo de pesquisa e mestrando ali na Famecos, esse livro é outro obrigatório. Queria ter lido ele há muito tempo, mas as leituras necessárias sempre ficavam na frente. É ótimo. Foucault fala de arte e da percepção humana.
- Dialética do Esclarecimento
Essa obra clássica, fundadora, inclusive, de Adorno e Horkheimer é uma das leituras obrigatórias para quem tem interesse pela mídia e pelas transformações ideológicas da era pré, moderna e pós. Comprei ontem e já estou devorando. Era mais um daqueles livros que fazia muito tempo queria ler e nunca tinha tempo.
- O Método 1: A natureza da natureza
Há algum tempo eu comprei numa promoção na Cultura todos os Métodos do Edgar Morin, mas, por sua densidade e pela falta de tempo, só tinha lido partes do Método 3 e 4 para fazer um trabalho para uma das disciplinas do mestrado. Morin em sua complexidade me fascinou desde o primeiro momento e ficou como aqueles livros pra ler depois da defesa. E foi o que eu fiz. É o livro no qual estou mais concentrado no momento.
- A água e os sonhos: ensaio sobre a imaginação da matéria
Esse livro é de 1989, de Gaston Bachelard. Como eu tinha lido para minha dissertação todos os estudantes do Bachelard, resolvi que deveria lê-lo. Eu também comprei O ar e os sonhos e A poética do devaneio, mas ainda não comecei a ler.
Se alguém tiver alguma dica de ficção eu to aceitando. Nothing too classic or too novelty, please…
X-Files 3
Como bom buff e pesquisador de Arquivo X, é meu direito e dever informar algumas notícias relevantes.
Primeiro tá rolando um movimento entre os fãs, já que apesar das péssimas críticas (não minhas) o segundo filme já lucrou mais ou menos o dobro do que foi gasto para fazê-lo, para exigir uma terceira continuação da franquia de Chris Carter.
Quem se interessar, o link é esse:
http://www.thepetitionsite.com/3/for-those-in-favor-of-an-x-files-3-movie
E também no MyXFics tem uma entrevista bem legal com o Duchovny falando sobre como foi se reencontrar com Gillian Anderson e Chris Carter e sobre a possibilidade (mesmo que ele deixe um ar vago) de um terceiro filme.
E recomendo, óbvio, pra quem se interessar, o blog I WANT TO BELIEVE IN XF3, também na esteira de uma possível terceira continuação, com entrevistas dos atores e criadores, além de informações sobre a série e os dois filmes.
Disponibilizo aí uma entrevista do Duchovny falando sobre o filme, se não me engano, na divulgação dele na Irlanda.
O mais interessante é ele falando sobre como sempre teve a visão de que Arquivo X não deveria ser uma série de TV, e sim uma possível série de filmes. Tudo bem, todo mundo sabe que Duchovny saiu da série porque não queria ficar estigmatizado (não adiantou) e pra fazer filmes (o que não deu muito certo também). Entretanto acho que muitos fãs vão concordar que o que foi feito com Jornada nas Estrelas seria uma grande alegria (falo dos filmes e não das dezenas de spin offs) se acontecesse também com esta série. Eu, pelo menos, ficaria encantado. Adoro Arquivo X e além de fazer parte da minha infância e juventude com muita força, também é de certo forma uma baliza, e vejo isso agora com clareza no meu objeto de estudo, para entender não só uma ficção fantástica distante da realidade mas para uma nova ficção que talvez tenha despontado com eles mesmos que mostra mais um mundo possível do que um mundo imaginado.
Boi Dormindo Parte III – A Vingança de George Lucas ou Por quê uma coisa genial demorou mais de trinta anos pra ter produtos culturais até estourar a cabeça
Estou há meio mês sem postar, desde o dia 26. Estive ocupado, ninguém lê essa bosta mesmo, e eu não conseguia pensar em algo pra continuar com a temática devaneio. Então me deparo com uma coisa na TV, como sempre, que me trouxe de volta para o mundo da crítica midiática.
Prometo para quem quer que leia isso que nos próximos posts abordarei outro autor. Mas ainda faltava um capítulo na minha saga pessoal em identificar como Guy Debord colocou certas questões – mesmo que motivado por coisas idiotas – que são muito importantes pra entender melhor o mundo hoje em dia.
Tese 4 (o Juremir Machado adora essa tese, até escreveu um artigo no livro que ele e a Cristiane Freitas organizaram sobre a sociedade do espetáculo e o Debord)
“O espetáculo não é um conjunto de imagens, mas uma relação social entre pessoas, mediada por imagens”
Quem já não viu algum debilmental vestido de Chewbacca ou alguém que chame qualquer dispositivo de transporte de Millenium Falcon? O espetáculo não são os efeitos especiais, nem a história de um jovem garoto destinado a se tornar malvadão ou de outro jovem garoto – que coincidentemente é filho deste primeiro – que está destinado a destruir o império do mal – e sua inexpugnável fortaleza-asteróide com apenas um tiro – e salvar o universo. O espetáculo é a mediação que fazemos dessas imagens, é a maneira como deixamos essas imagens erroneamente classificadas de espetaculares infiltrarem nossos imaginários e pensamentos. Star Wars é um espetáculo porque entrou fundo – sem duplo sentido – nas mentes de uma juventude que vivia o final das narrativas. Comunismo, capitalismo, cristianismo, nada parecia a salvação e o mundo estava pronto para que a ficção científica definisse os rumos das utopias tecnológicas que vivenciaríamos hoje, mais de 30 anos depois.
Tudo bem. 1977. 25 de Maio. Em selected cities estréia Star Wars, que 22 anos depois seria conhecido como Episódio IV: Uma Nova Esperança. Ganhou 6 Oscar e 29 outros prêmios. Aclamado no mundo inteiro. Alguns chegam ao extremo de chamá-lo de “The Movie That Changed The World”. Faturou, e vejam que estamos em 1977, mais de 1,5 milhão de dólares da semana de estréia. Mais de 700 milhões de dólares ao redor do mundo em locações de VHS e DVD. Na última tese do primeiro capítulo, a de número 34, Debord coloca: “O espetáculo é o capital em tal grau de acumulação que se torna imagem”.
Lucas sempre me pareceu um gordo ambicioso. Amigo de outros ambiciosos. Jamais se envolveu, depois disso, em nenhum projeto que tivesse um orçamento inicial de menos do que dezenas de milhões de doletas. Então eu pergunto: como que um diretor de cinema e gerenciador de criação de tantos produtos culturais de tamanha penetração pode levar mais de 22 anos pra transformar seu mais valioso bem cultural, a Saga Star Wars, em um produto realmente marketeiro e presente?
Vejam bem. Desde 1999 ele fez três filmes da série, tá, PÉSSIMOS FILMES COM PÉSSIMOS ATORES, PÉSSIMA DIREÇÃO E UMA HISTÓRIA QUE AINDA NÃO INVENTARAM ADJETIVO SUFICIENTEMENTE PEJORATIVO PRA DEFINIR. Só que ele também fez o desenhinho que dava no Cartoon, Clone Wars. APESAR DE BOM, ESTAMOS NA ERA DO ANIME, PELO AMOR DE DEUS! ATÉ OS OTÁRIOS DOS WATCHOWSKIS SABEM DISSO!!! COMO, MEU DEUS, COMO QUE O CARA DAS MENINAS SUPER-PODEROSAS GANHA ESSE CONTRATO E NÃO O ESTÚDIO – QUERIA LETRAS AINDA MAIORES – DE PRINCESA MONONOKE E VIAGEM DE CHIHIRO – QUE ALIÁS GANHOU O OSCAR – NÃO GANHOU?!!?!?! Como, e eu reforço, COMO QUE ELE NUNCA PENSOU EM FAZER ISSO ANTES? Na época do Boom da animação japonesa nos EUA os desenhistas tiveram que se contentar com uma ADAPTAÇÃO PARA MANGÁ DOS FILMES QUE JÁ EXISTIAM. Se eu quiser ver Retorno do Jedi eu vou na locadora e alugo o DVD, não preciso ler uma história em quadrinhos ULTRA-SUPER-MAL DESENHADA. E ainda isso. O cara tem todas as chances e estraga todas. Não consigo entender. Simplesmente não consigo.
Ou tu é contracultura ou tu é cultura. Fora isso só doente mental. E acho que Lucas é doente. Não sei se necessariamente mentalmente doente, mas ele deve ter algum tipo de doença que afeta sua percepção da realidade. Star Trek vai ter seu décimo primeiro filme em 2009. Fizeram QUATRO SPIN-OFFS, Nova Geração, Estação Espacial, Tia vs. Borgs, Bakula volta no tempo e caí no corpo de um estranho capitão Kirk-Bizarro. A série original teve três temporadas e mesmo tendo se cometido o erro mortal de cancelá-la, ainda foram feitos outros DEZ FILMES PELO AMOR DE DEUS! DEZ FILMES, GEORGE!!! DEZ FILMES SOBRE PESSOAS DE PIJAMA NO ESPAÇO!
Então pra marcar o motivo da minha raiva…
Se alguém assistir isso e dizer que é mais do que a mais completa merda eu juro que mato.



