Garotos Fãs
Ontem, já que era meu aniver, e eu tava meio malexo das gripe e das alergia resolvi conferir esse Fanboys.
Vale a pena. A despeito de ser um filme tipo vários outros filmes de nerdismo, o filme é bem legal e com uma ótima escolha de atores. Tem o diferencial de ser um dos primeiros filmes muito afudê sobre o final da década de 90. A insidiosa internet, os últimos anos… diria até.

Muita expectativa em redor de um filme legal que na verdade é sobre a expectativa ao redor de um filme ruim...
Pra quem não sabe, esse filminho bem legal tem laços com a produtora de Kevin Smith e, em muito, tem laços com a própria narrativa proposta por Smith. There are jersey boys everywhere… até mesmo em Ohio. A história é sobre um pessoalzinho nerd dos quadrinhos e videogame, bem como eu sou e tantos de vocês também, que resolve, porque um dos amigos tá nos estágios terminais de um câncer, irem até o rancho Skywalker do George Lucas para roubarem o Episódio I: A Ameaça Fantasma.
Obviamente, o filme se passa lá nos idos de 1998-1999, já que o filme foi, ironicamente, lançado em 19 de maio de 1999. Dez anos atrás, no túnel do tempo…
Vale a menção – que eles mesmos fazem – que nada da aventura é realmente sobre o filme. É sobre a amizade. No fundo, o mesmo underlying leimotiv do Smith. E de certo, o próprio Smith, acompanhado de seu inseraparável Jay – Jason Mewes, aparece no filme (de uma forma muito surreal que eu não vou dizer qualé).
Não quero falar muito sobre a história porque acho que as pessoas deveriam ir ver, mas as participações de William Shatner e de Seth Rogen merecem ser reconhecidas como não apenas muito engraçadas mas fundamentais para a dicotomia entre Star Wars e Star Trek.
Penso eu, que esse filme incita uma discussão aprofundada sobre essa relação.
A década de 2000 e os últimos anos da 1990, trouxeram grandes coisas para os fãs de Star Trek. Quatro spin-offs e diversos filmes, inclusive unindo a história da Nova Geração com a da série Clássica.
Em contrapartida, os anos 2000 viram “Georgie Boy Lucas”, como diria o fã de Lord of the Rings em Clerks 2, estuprar e estripar sua grande criação. A expectativa pelo Episódio I não durou apenas as décadas que o separam do Episódio VI; durou também o infinito do fã dedicado.
Aliás, vale mencionar também os diversos quiz que os garotos tem que encarar pra provar que são fanboys.
E essa relação entre Star Wars Fans e Star Trek Fans é retratada de forma muito engraçada no filme – principalmente o almirante Seth Rogen.
O filme, como eu disse, vale muito a pena. É engraçado e tem aquele clima que a gente sempre quer que tenha essas filmes de nerdismo. Pode ser que a crença de que aqueles ótimos filmes sobre o universo dos quadrinhos, dos fãs, retorne em grande estilo já que Smith, o grande ícone, parece ter se aposentado do estilo.
Saison finale
Pois que agora entre essa semana e semana que vem temos os episódios finais das nossas queridas séries.
O final de House, que foi ao ar ontem, foi interessantemente corajoso; na verdade, boa parte dessa última temporada foi mesmo corajosa. The natural outcome of things… moralismo à parte – vicodin trip – realmente parece que as coisas estão saindo da lenga-lenga de sempre todas as coisas horríveis acontecem, mas eventualmente a ordem se restaura.
Mas House é… bom… reservo-me ao direito de deixar essa de lado (façamos uma análise posteriormente, quando a série puder ser analisada como um todo).
Meu papo mesmo é Fringe. A série do Abrams terminou com participação mais que especial de Leonard Nimoy; não foi tanto uma apresentação quanto uma entrevista de emprego. Ok, Spock. You got the job.
O susto mesmo vem no momento final do episódio: oito anos depois, democratas no lugar de republicanos, e o carinha do Lost me tem a cara de pau – ou coragem, ainda não decidi – de duas referências a uma realidade alternativa MUITO PODEROSAS.
Primeiro, uma agente Duhnam confrontada com um New York Post escadolasamente mostrando a manchete Obama’s Set to Move Into NEW WHITE HOUSE. Depois, ela mesma confrontada com o fato de estar dentro do World Trade Center.
Primeiro que Abrams parece estar mesmo fascinado pela matéria da modificação da realidade. Lost, Star Trek, agora Fringe. Pensando bem, a provável associação dele com Dark Tower também seja nessa exatamente por causa disso.
Mas é do cunho do cara da ficção científica de se dedicar a certas temáticas.
E até agora não tenho muito o que reclamar e, aparentemente, nem os fãs de Lost (categoria na qual definitivamente não me encaixo). Adorei o final, adorei a coragem que só depois que Arquivo X perdurou por 9 anos no ar mesmo pra ter: pegou e fez. Existe outra dimensão. Dá pra ir pra lá. Segurem suas calças: segunda temporada com Spock e viagens interdimensionais para todo mundo.

Montagem, imagem de arquivo? Não sei dizer... but it sure is creepy as hell, man. Vai dizer que não dá pra ver o aviãozinho chegando?
Mas é nerdismo o cara se apaixonar por essas séries. Eu, já tão desencantado com esse mundo desencantado, pego-me sempre esperando pelo pior. Mas vai saber, de repente Dawson’s Creek tenha sua segunda chance de imortalização, de repente Anna gatésima Torv, com seu estilo mulher durona do leste europeu – hard ass model like bitch - também se imortalize.
Acho essa série particularmente legal porque tem aquele toque de New Wave of Science Fiction, com o reencanto da ciência quase mítica ao mesmo tempo em que há um retorno àquelas temáticas da Golden Era e da Era Gernsback. Por quê não outras dimensões? É tão risível cotidianamente falando quanto viagens interplanetárias através de wormholes ou velocidade de dobra. Na verdade, pensando bem, até mesmo essas séries trataram disso.
Os únicos grandes dessa temática, em TV, se não me engano são o Dr. Who e o Sliders.
O que me garante o benefício de dizer que tudo bem, jj, pode fazer…
E agora os coitado que assistem as séries tem que ficar com os repeteco com 12 a 18 minutos de propagandas na TV a cabo, porque temporada nova só em setembro. Tudo bem, tem algumas que ainda vão mais um pouco, mas as grandonas, xi, essas já uera.
Por isso agora estou baixando Star Trek – The Original Series
James Tiberius Kirk
Só pra postar alguma coisa e não deixar o dia em branco no calendariozinho.

Sorry. I can’t hear you over the sound of how awesome that movie is
Minhas expectativas em relação à hollywood são, atualmente, bem baixas. Depois de fiascos e filmes sem tanta graça assim, ficou fácil não acreditar mais que alguma coisa vá ser realmente legal. Tudo bem, o cara fica naquela expectativa de que “bá, esse finalmente vai ser destruidor”, mas geralmente se frustra.
Entretanto, como apontava no post anterior, espantei-me muito ao ver o Star Trek. O filme não é apenas uma ótima adaptação; o roteiro é genial demais.
Quando, ainda em 2007, eu ouvi falar que ia ter outro filme do Star Trek, que não se passaria no tempo do Next Generation, mas mostraria, sim, a fase anterior à mostrada na série original: teen Star Trek, pensei com meus botões. Minha expectativa é que fosse um filmes homenagem no qual um diretor baba-ovo ia acariciar o escroto morto de Roddenberry até ele voltar a vida pra se vingar.
Engano meu. DE FORMA ALGUMA ESSE FILME É UMA HISTORIETA ANTES DA FAMA, ele faz parte da cronologia normal de Star Trek e isso é SIMPLESMENTE GENIAL.
Spoilers! Cuidado!
Quem gosta e assistiu a pelo menos uma das séries de Jornada nas Estrelas sabe que há muito tempo as viagens espaciais são apenas uma pequena parcela das histórias vividas por Picard, Janeway e Cisqo: as viagens no tempo se tornaram temática recorrente, mostrando sempre realidades alternativas.

Pine: a less seventies Kirk, but still Kirk
ESTE FILME NÃO É UMA REALIDADE ALTERNATIVA.
Spock, com seus mais de 130 anos, todos da Enterprise já estão mortos – pelo menos os humanos, quando ele ajuda o conselho Vulcano a impedir a destruição de Romulus. Ele falha e o sobrevivente romulano, Nero (muito massa essa coisa de que Roma Antiga, na Terra, foi inspirada por uma raça alienígena a centenas de anos luz dali), se vinga de Spock abrindo uma fenda temporal e levando-os de volta para quando a tripulação da Enterprise ainda nem era a tripulação da Enterprise.
No caminho, Nero muda toda a história do Quadrante Alfa. Destrói a Kelvin, Vulcano, quase mata o Capitão Pike. Daí, a história muda. A série que vimos com William Shatner deixa de existir; a série original é que é uma realidade alternativa: a realidade alternativa da qual o Spock velho, interpretado no filme pelo Deus-vivo Leonard Nimoy, veio.
Eu aprecio a arrogância e, mais do que isso, adoro a ambição. Não de poder ou dinheiro, mas a ambição de fazer algo realmente ambicioso. Seja uma empreitada financeira ou cultural, de criação ou reprodução. E esse filme bateu todas nesses quesitos; é magistral por ser ambicioso.
Pine não apenas é Kirk, kickes and gets kicked as Kirk would. Pra ser totalmente como a série, aparece pegando uma gatíssima Rachel Nichols, toda verde e ruiva, chamada Gaila – e colega de quarto de Uhura.
Quinto não apenas encarna Spock. Na verdade, até o garotinho que interpreta Spock quando criança encarna Spock. A dualidade de posições; nada como Tuvok. Um meio-vulcano de verdade. Na verdade, Zachary Quinto está maravilhoso. Consegue retratar a humanização ambiciosa Abrams sobre o personagem (que aparece muito mais humano do que nos lembramos dele), demonstrando a mais pura paixão, amor incondicional, de um vulcano.
Bana faz seu primeiro grande filme, na minha opinião. Sua interpretação insossas em filmes como Hulk e A Outra, me deixaram muito preocupado em relação a esse filme. Pensei: Star Trek sem vilão sucks ass. Mas Bana se saí bem. Claramente instruído por Abrams, e possivelmente pelo medo de retaliação por parte dos fãs, interpreta um romulano de classe baixa; na verdade, um típico e inquieto romulano fora do âmbito militar. Devotado a sua família, conservador e com uma lógica que não poderia existir em nenhum outro lugar do mundo além de Romulus.
Mas a melhor parte do elenco são Nimoy e Wynona Ryder. A sweetheart shoplifter of America, retrata, nem que só por algumas cenas, uma magistral mãe humana de um vulcano. E Nimoy, bom, interpreta seu único papel: embaixador Spock. E muito bem. É aquele Spock do qual me lembro, na minha infância, cantando row, row the boat com Magro e Kirk.
A falta de cansativas explicações científicas sobre a ferramenta da vez (a matéria vermelha) faz do filme uma refrescante ficção científica. Nada, de fato, tem explicação. E a cena em Kirk e Sulu são salvos com um truque de teletransporte mostra isso bem.
Mas cuddles mesmo pras cenas do Kirk menino ao som de Sabotage do Beastie Boys.
Não sei se estou pronto pra dar um julgamento definitivo pra Abrams – os malditos letreiros em 3D que ele usa até a exaustão me incomodam muito – mas tenho a certeza de que posso dar um em relação a esse filme.
ÓTIMO. E tomara que, exatamente por ter criado um novo universo de Jornada de Estrelas, Abrams consiga fazer um II e III, pelo menos.
Li em algumas outras críticas a questão de um “tom jovial” e que a aventura vivida no filme seria pouco elaborada e discordei. Achei o filme uma das melhores histórias de viagem no tempo e, como eu disse, um ótimo filme de ficção científica. Só o que existe nesse filme é essa profundidade humana que o tom jovial mostra tão bem; alguém disse que é quando jovens que construímos realmente as pontes que nos ligarão ao mundo. E esse filme é sobre exatamente isso; não sobre naves espaciais ou tecnologias futuristas, phaseres e alienígenas. É sobre o outro e sobre si mesmo; a busca de Spock, dos dois Spocks. A mítica do half-breed que acaba por condenar seu planeta, aquele Kirk sem objetivos, no future Kirk, mas que não deixa de ser sempre Kirk. A forma como as relações de confiança e respeito se formam; Jornada nas Estrelas sempre foi isso pra mim. Uma imensa mítica futurista sobre coletividade, confiança, viver a vida ao máximo. Indo aonde ninguém já foi antes… e Abrams conseguiu.
Realmente, a franquia para o cinema de Star Trek teve seus momentos altos – como Vyger e Khan – mas foi fraca. Perdeu aquela magia que a série original tinha: a dureza de Spock em contrapartida ao space-cowboyism de Kirk, as obsessões de Magro-Bones-McCoy se tornaram cansativas e tediosas. Sulu esvaziado.
Adorei esse filme e como fã me senti orgulhoso demais. Senti-me orgulhoso de membros da Federação respeitando rigidamente à primeira tempo-diretriz: NÃO INTERFERIR COM O TEMPO. Nero muda a história, Abrams apresenta uma nova origem e ninguém tem a coragem de mudá-la: na verdade, Abrams é genial e o filme é magnífico pois mostra a única coisa jamais feita na história de todos os Jornadas nas Estrelas já feitos. Uma viagem no tempo que repercute em mudanças reais na continuidade narrativa da história como a conhecemos.
“What’s your name, son?”
“James Tiberious Kirk, sir.”
“I’ve got your gun”

A primeira coisa que eu saí do filme pensando foi: que história maravilhosa, simplesmente muito boa.
Primeiras considerações:
- muito bom;
- Quinto: perfeito;
- Wynona Ryder;
- ótima história. Simplesmente ótima história;
- Kirk: kickin’ asses as usual.
- RACHEL NICHOLS, a mulher verde.
Não, não Vou ver ini, vou ver Star Trek

Quinto: fazia tempo que eu não babava num ator, mas Sylar e Spock é foda demais
Depois de ler críticas atrozes em relação ao filmes do Vouverini, decidi priorizar.
Um: Zachary Quinto ruleia demais.
Dois: Estou há um ano esperando por esse filme como um bom trekkie que agora pode dizer: sim, já vi todos os episódios de todas as séries do Star Trek.
Três: a despeito de desprezar Lost – que só se salva pela gatinha e gatões molhados; a história já suckeava demais, daí meteram viagem no tempo… foda – eu curto o JJ Abrahms pra caralho. Na verdade, acho que a única coisa dele que eu não curti mesmo foi Lost; Alias, Felicity, o filme Cloverfield, tudo eu gostei.
Então o Wolverine vai ser estrategicamente deixado de lado pra aproveitar esse lançamento que eu nem tinha me ligado que era nessa sexta – achei que fosse na próxima – e vou assistir ao Kirk, McCoy e Spock com a direção e visão do Abrahms.
À noite? A crítica.



